Passados mais de três meses de investigação, a família e a sociedade sanfranciscana aguardam o desfecho do assassinato que ganhou repercussão nacional. De acordo com o advogado do Colégio, apesar do tempo de apuração das informações, a polícia divulgou muito pouco ao que se espera sobre a autoria do crime. “A meu ver está desviando o foco da investigação, colocando informações sobre funcionários ou personagens que de alguma maneira estaria ligado ao fato, se o inquérito está tramitando de maneira sigilosa, acredito que informações divulgadas como estas deveriam também ser resguardadas ou que tire do sigilo e informe quem são esses personagens”, disse.
De acordo com ele, os sete funcionários foram demitidos do Colégio porque prestaram depoimentos contraditórios à polícia. “Não sabemos ainda o motivo pode ser de envolvimento ou não, acreditamos que não, mas não estamos aqui para absolutamente defender ninguém, prestaram depoimentos contraditórios na delegacia, exemplo, um funcionário pediu folga para não vir ao Colégio, mas quando foi a noite foi visto no Colégio, então porque essa contradição?”, pontua.
Ribeiro alega que até então a polícia não tem nenhuma prova que incrimine ou aponte os acusados do crime. “Cuja relevância tenha sido suficiente para determinar a prisão, mesmo que cautelar de algum dos personagens que aponta. Deve esta faltando muita coisa, não há nada de concreto que realmente a polícia teria apresentado”, argumenta o advogado ao ser questionado se falta provas contra os assassinos.
Ele reforça que ao serem verificadas divergências nos depoimentos, o Colégio tomou a medida de demitir os personagens, ou seja, os funcionários da unidade. “Em virtude dessas divergências, o Colégio tratou de afastar, demitir os funcionários que identificamos com depoimentos contraditórios”. Questionado sobre os nomes dos ex-funcionários, Ribeiro respondeu: “Por motivo de sigilo do próprio funcionário, até porque nós não temos como atribuir qualquer tipo de conduta criminosa ou não do funcionário, até porque a polícia não descobriu, e não somos nós que vamos adotar uma investigação paralela, mas isso não significa que nós estamos ratificando, em momento nenhum, um envolvimento deles no crime, apenas fizemos por precaução a demissão deles, pelo fato de encontrar divergências nos depoimentos, havendo de uma certa maneira uma quebra de fidúcia, de confiança desses funcionários para com o Colégio”.
Ribeiro garante que o Colégio está contribuindo com as investigações e atendendo as solicitações da Polícia e que está investindo na segurança interna da unidade educacional. “O Colégio sempre investiu e continua investindo em segurança, infelizmente para um crime como este, acho que ninguém estaria preparado. A pressão que a gente recebe de alguns pais que nos procuram e nós estamos melhorado a segurança diariamente e estão sendo repassadas para o melhoramento e instalação de mais câmeras, melhoramento de imagens, melhoria de portaria”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário